Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 26/10/2019

Como citado por Sigmund Freud, em O mal-estar na cultura: “É muito difícil saber se os homens de épocas anteriores se sentiram mais felizes e que parte as condições sociais tinham nisso, sempre teremos a tendência de aprender a miséria objetivamente.” Nesta, está uma explicação psicanalítica, acerca dos problemas sociais enfrentados pela humanidade no decorrer dos séculos. Contudo, a falta de progresso nos indicadores sociais, pela falta de infraestrutura parece um problema persistente na sociedade brasileira. Por conseguinte, pouco tem alterado um dos cenários mais indecentes do país: a falta de saneamento básico.

Como exemplifica Freud, na fatídica leitura do mundo em que estamos inseridos, as condições sociais deixam o legado da miséria, ou seja, a indignidade tem explicação, na desigualdade social, falta de recursos hídricos e improdutividade governamental na democratização dos serviços sanitários, para melhorar o cenário atual. Assim, o Estado não deve ser um depósito de pessoas, mas sim, oferecer infraestrutura decente e contribuir nos direitos básicos do cidadão, como água tratada e esgotos coletados.

Embora, o governo Brasileiro trabalhe a favor do progresso aos indicadores sociais, o Brasil enfrenta sérios problemas nesta complacência. Segundo o documentário A luta pelo básico, do Instituto Trata Brasil, mais de 100 milhões de pessoas, ainda não tem coleta de esgoto e mais de 30 milhões não recebem água tratada, no semiárido brasileiro a situação é ainda pior, mais de 400 mil crianças não têm banheiros nas escolas. Em consequência disso, pessoas vivem em ambientes insalubres e sob o risco de contrair doenças.

Portanto, a questão do saneamento básico deve ser enfatizada. De início cabe ao Governo Federal, sob a coordenação do Ministério das Cidades, a responsabilidade pela ampliação do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), aumentar os investimentos em recursos via agências de cooperação como a Sabesp, aprimorar leis e diretrizes para o setor e parcerias público-privadas, para contornar a escassez de recursos, com forte atuação do Estado e assim reverter esse quadro de atraso que envergonha e pune boa parte dos brasileiros.