Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 26/06/2019
Émile Durkheim,sociólogo francês,comparou a sociedade a um “corpo biológico” por ser assim,como esse,composto por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seje igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Entretanto, no Brasil,isso não ocorre, pois em pleno século XXI o saneamento básico se desenvolve em um processo de demasiada precarização e ineficiência estatal. Diante disso,deve-se analisar como o individualismo e a negligência do poder público influenciam na problemática. Em primeira análise,cabe abordar a construção de um paradigma individualista perante o ato de não conscientização do ser humano.Isso acontece, porque, na sociedade pós-moderna,os indivíduos,conforme defende o sociólogo Zygmunt Bauman na obra “Amor Líquido”,não são capazes de se colocar no lugar do próximo.Em decorrência dessa fragilidade na consciência, o acúmulo de lixo nas vias públicas é potencializado e a maioria da população acaba,muitas vezes,sofrendo com um ambiente instável de moradia e repleto de doenças como a leptospirose (transmitida pela urina do rato) e a dengue (acúmulo de água parada). Além disso,nota-se ainda que a ausência de políticas públicas relacionadas ao conjunto de serviços do saneamento também é responsável por esse sistema decadente.Segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB),os desafios para superar a inexistência de água e saneamento só deixará de ser um problema apenas na década de 2040. Paralelo a isso,esse cenário ainda é comum e pode ser contabilizado no não surgimento das empresas especializadas nos locais de difícil acesso,os quais vivem,por conseguinte,sem estruturas adequadas e atendimento de tais serviços Portanto,é mister que o Estado tome providências para superar o quadro atual. Sendo assim,cabe ao Ministério do Meio Ambiente em parceria com empresas especializadas no processo,fazer um mutirão coletivo de investimento nos principais bairros precarizados por meio de construções de valas (esgoto) e canos para a passagem de água,com o intuito de atender as populações necessitadas. Dessa forma,a sociedade poderá alcançar o igualitário “corpo biológico” de Durkheim.