Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 27/06/2019

O saneamento básico surgiu na Antiguidade, quando as pessoas perceberam que a água suja disseminava doenças e, portanto, era necessário tratá-la. No entanto, adotar tal medida de forma satisfatória sempre foi um desafio para o Brasil, país com extensa faixa territorial e milhões de habitantes. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, fica evidente que a falta de conhecimento sobre o direito básico de saneamento é o principal fator dessa inercial problemática. Uma vez que grande parte da população brasileira desconhece seus direitos básicos, não há cobrança do governo para que haja melhorias em redes de esgoto, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Desse modo, a vida e saúde dos cidadões ficam à mercê da boa vontade de seus governantes. Para comprovar tal fato, têm-se a frase de Che Guevara, que diz “o conhecimento nos faz responsáveis”, ou seja, ter noção dos direitos humanos faz com que a sociedade faça sua parte reivindicando melhorias.

Outrossim, os Municípios gastarem seus recursos em ações corretivas em vez de focalizarem em ações preventivas, também é um problema. Isto é, eles usam grande parte das verbas públicas nos hospitais, para tratar de doenças, quando poderiam evitar, desde o princípio, as contaminações. Isso ocorreria através de saneamento básico, como forma de prevenção. Para corroborar tal questão, têm-se que uma pesquisa publicada pelo Trata Brasil diz que os Municípios investem em tratamento de doenças como diarreia e hepatite, enquanto os esgotos continuam sendo focos de doenças.

Sendo assim, cabe à Mídia, formadora de cidadãos conscientes e críticos, criar campanhas de conscientização sobre os Direitos Humanos, por meio de emissoras televisivas, rádios e jornais impressos, a fim de orientar a sociedade a requisitar seus direitos. Além disso, é necessário que o Governo, crie uma Agência Nacional de Saneamento Básico, que tenha como intuito o controle do saneamento dos Municípios, por meio de trabalhadores especializados, que farão juz à proposta da Agência.