Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 02/07/2019

O Brasil é um país de ampla extensão, considerado emergente, que possui uma das maiores economias mundiais. No entanto, apesar de ter tais caraterísticas, existem diversos problemas no que se refere à infraestrutura brasileira; entre eles, o precário sistema de saneamento básico. Por trazer inúmeras consequências sociais negativas, torna-se necessário discutir sobre essa deficiência estatal e seus efeitos na população.

Embora que a vasta extensão territorial do Brasil seja vista como um ponto positivo no que tange à exploração de recursos, ela carrega um fardo na administração regional. Com a grande amplitude do país, torna-se difícil e complexo o monitoramento das condições infraestruturais das regiões distantes dos centros urbanos. Por consequência disso, evidencia-se que apenas cerca de 45% dos esgotos existentes, dos 52% coletados, são tratados - isto é, são 5,2 bilhões de metros cúbicos de dejetos despejados inadequadamente, em um ano, na natureza - de acordo com dados coletados pelo Instituto Trata Brasil (ITB), em 2016.

Como resultado da eliminação indevida dos dejetos, percebe-se que há uma forte presença de protozooses e bacterioses incidindo em populações que vivem em regiões carentes de saneamento básico. Segundo uma análise feito pelo ITB, as doenças de transmissão fecal-oral - como a hepatite A, disenterias e febres entéricas - foram responsáveis por 87% das internações geradas por saneamento impróprio ao longo dos anos 2000 e 2013. Com isso, torna-se perceptível que a carência de tratamentos dos dejetos residenciais e comerciais traz consequências negativas no que se refere à saúde populacional.

Desta forma, com base nos fatos mencionados, medidas devem ser tomadas para solucionar os problemas infraestruturais do saneamento básico brasileiro. Para isso, o Governo Federal deve destinar recursos aos Municípios para que a criem polos periféricos de fiscalização e de manutenção de estruturas de tratamento de água e esgoto. Tais polos, ocupados têm a função de garantir e fornecer a presença regional e local do saneamento, de modo que a extensão do território brasileiro não seja um impasse para a sua implantação. Assim, será possível reduzir a incidência de enfermidades em regiões marginais, além de assegurar os direitos constitucionais dos cidadãos, como o direito à saúde e ao saneamento, de modo que possam viver plenamente suas vidas.