Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 14/07/2019
Os desafios para melhorar o saneamento básico no Brasil não são problemas atuais. Desde a antiguidade, o homem aprendeu que a água suja e o acúmulo de lixo disseminam doenças e algo começou a ser feito para dirimir a questão. No Brasil, em 2007, essa problemática se tornou um direito adquirido com a lei 11.445, não obstante, não enxergamos medidas capazes de solucionar tal situação.
São anos de políticas públicas relegando o saneamento a uma esfera menos importante do que o setor merece. Sob o mesmo ponto de vista, a falta de planejamento adequado e de aterros sanitários em várias cidades, a deficiência da administração das companhias gestoras do segmento e a baixa qualidade técnica dos projetos, são fatores que dificultam ainda mais que se chegue a uma solução.
Convivemos diariamente com as consequências desse cenário infesto. Segundo o levantamento do SNIS (Sistema Nacional de Informação sobre o Saneamento) são quase 100 milhões de brasileiros que ainda não possuem acesso a esse tipo de serviço. Esse conjunto de questões geram problemas que afetam o aprendizado das crianças, o seu desenvolvimento e a saúde e a produtividade do trabalhador. Diante dessa perspectiva, os prejuízos podem se estender para a agricultura, o comércio, a indústria, o turismo e outros setores da economia.
Contudo, medidas são necessárias para resolver o impasse. O governo federal deve fazer parcerias junto a concessionárias públicas e privadas, pois é necessário estimular a entrada de novos atores que estejam dispostos a solucionar a difícil, porém não impossível, tarefa de universalizar o saneamento básico no país e cumprir, com destreza, o Plano Nacional de Saneamento Básico. Pois, assim como mencionou o alemão Otto Von Bismarck: “A política é a arte do possível”.