Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 02/10/2019
Na novela “O tempo não para”, o personagem Dom Sabino, um homem do século XIX que foi congelado até o XXI, se sensibilizou ao ver o Rio Tietê poluído e lembrou com nostalgia da época que podia pescar em suas águas cristalinas. De fato, a mudança que ocorreu nesse rio, é um retrato da realidade. Nesse sentido, debater as dificuldades para melhorar o saneamento básico é pertinente ao contexto brasileiro. Fica notório que se faz necessário analisar os desafios, as consequências e possíveis soluções para essa conjuntura.
A priori, no Brasil colonial, os dejetos era recolhidos por escravos que pela mudrugada, a mando dos senhores, despejavam no mar. Nessa lógica, é válido afirmar o mau descarte do esgoto é um problema persistente na sociedade. Segundo o sociólogo Caio Prado Junior, os transtornos atuais são reflexos da forma como a colonização foi feita. Logo, presume-se que desde o período colonial, o saneamento básico não era uma preocupação aos órgãos públicos, de modo que com a crescente urbanização, que foi feita aos moldes das colônias, as cidades não foram preparadas para tratar o esgoto.
Ademais, repetir os erros do passado é contrário à postura diplomática do país. Dentre esses efeitos, a Organização das Nações Unidas (ONU), que entende o descarte incorreto de dejetos como prejudicial à saúde humana e à vida marinha, em 2015 criou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que foram assinados por diversos país, inclusive o Brasil, nele consta em uma das metas, promover o saneamento básico para todos. Por certo, o Estado desmonta despreparo para cumprir acordos internacionais. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esses problemas e seus efeitos.
Torna-se evidente, portanto que casos como do Rio Tietê, reatado na novela, não podem mais ser reflexo da sociedade brasileira. Assim, é necessário que o Ministério da Infraestrutura, com ações das prefeituras, amplie os centros de tratamento de água e esgoto, principalmente nos locais mais defientes em saneamento básico, por meio de verbas governamentais destinadas às reformas públicas, a fim de levar esse serviços prioritariamente para os locais mais carentes. Além disso, as universidades e escolas, precisam, por intermédio de palestras e aulas lúdicas, ensina sobre as consequências de descarta lixo em lugares inadequados. Enfim, a partir dessas ações, o Brasil passará a promover o saneamento básico, conforme prometido à ONU.