Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 03/09/2019

O quadro “Triunfo da Morte”, do pintor Pieter Brulgel, retrata uma época extremamente conturbada e triste da Idade Média, na qual, por falta de saneamento básico, a população sofreu com a peste bubônica, uma doença que matou mais que um terço da população. Analogamente, muitos lugares ainda não possuem a higienização ou o acesso a ela é deficiente, por conseguinte, essas populações ficam sujeitas a diversas doenças, além da precária condição de vida ao viver com cheiros desagradáveis e diversos animais, como os insetos que são atraídos.

Isso porque, apesar de o saneamento básico ser um direito do cidadão, constatado na Constituição Federal, menos do que a metade da população brasileira recebe água limpa e todos os tratamentos adequados de esgoto, como retratado pela revista Época. Isso ocorre devido ao descaso do governo, investindo pouco em políticas públicas eficazes, por conseguinte, doenças, como as verminoses e as bacterioses aumentam demasiadamente, contribuindo para o elevado índice de mortalidade infantil. Ademais, isso afeta diretamente o meio ambiente, pois ao ser depositado esgoto nos rios e mares, causa eutrofização, aumentando a poluição e diminuindo a biodiversidade. Fatores que, segundo documentários da “Greg News”, significam economizar em saúde e em meio ambiente, atrasando o desenvolvimento do país, atrapalhando o rendimento educacional e afastando o turismo, o qual é muito importante para a economia.

Além disso, grande parte da população se acostuma com essas péssimas condições de vida, visto que muitos foram criados desde que nasceram nessas situações e não sabem que seus direitos com cidadãos não estão sendo cumpridos, com isso não reivindicam buscando melhorias, desse modo o governo se acomoda ainda mais, porém as consequências dessa chaga não param de aumentar e afetar todos.

Percebe-se, pois, que a falta de saneamento básico, afeta diversos ramos da sociedade, sendo de extrema importância a busca por uma solução desse enorme problema. Portanto, o governo, por meio do Ministério da Educação, poderia investir mais em projetos, como gincanas, as quais busquem melhorar o conhecimento da população sobre os seus direitos e deveres, a fim de ter pessoas mais críticas lutando por melhorias. Além disso, a prefeitura deveria investir mais em higienização, por meio de melhoria da infraestrura, da fiscalização e da implantação de tratamento nos lugares que não possuem ou que são deficientes, inclusive nas comunidades mais pobres, as maiores vítimas. Com isso, seria possível evitar a ocorrência de outra epidemia como ocorreu na Idade Média, além de impedir o aumento da poluição. Garantindo, portanto, melhores condições de vida.