Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 02/09/2019
Na Primeira Guerra Mundial, muitos soldados morreram mediante as condições insalubres das trincheiras, como a falta de coleta dos dejetos orgânicos. Hodiernamente, após 101 anos, o saneamento básico é um empecilho a ser enfrentado no brasil, à medida que a negligência estatal nesse âmbito e a massificação da falta de educação sanitária agravam este cenário.
Nesse viés, segundo o jornal nacional, os investimentos em asseamento básico cai pelo terceiro ano consecutivo, em 2017, estes chegaram no mesmo nível do ano de 2011, total de 11 bilhões de reais. Diante disso, é evidente a inadimplência governamental com os recursos básicos humanos, como o acesso a água potável, coleta e tratamento de esgoto. Com efeito, estes são lançados ao meio ambiente a céu aberto, provocando a proliferação de doenças parasitárias, e, a falta daquele ocasionando a diminuição da qualidade de vida. Em vista disso, acabam gastando os poucos recursos que dispõem em saúde corretiva, em vez de preventiva, perante o desdém ao combate aos principais focos de enfermidades, o precário saneamento básico.
Além disso, hodiernamente, é notória a falta de educação sanitária por parte da sociedade civil, uma vez que estas olvidam que a salubridade é um direito e acabam se habituando a situação precária, e também o ato de jogar lixo no ambiente é visto como normalidade de conduta e universalizada para as outras pessoas. Pois, conforme Émile Durkheim as sociedades têm por características a coesão social, ou seja, o comportamento individual é diretamente influenciado pelo comportamento das massas. Dessa forma, a falta de conhecimento massificada subordina a resolução desse cenário brasileiro.
Destarte, é tácito que instituições sociais condicionam as melhorias das sanidades básicas. Portanto, cabe ao Poder Executivo, por meio do Ministério público da União e Ministério da educação, realocar os investimentos públicos para o saneamento básico, para que aumente as redes de tratamento de água e esgoto. Como também, implementar nos parâmetros curriculares nacionais a matéria de " educação sanitária" , ao decorrer do ensino primário, a fim de que se construa consciência ambiental nas próximas gerações e todos tenham o acesso à condições dignas de higienização e se livrem do estado que acometia os guerreiros no século XX.