Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 14/09/2019
A catadora de papel Carolina Maria de Jesus, em seu livro “Quarto de despejo”, relatou o seu cotidiano triste e cruel da vida na favela do Canindé, em São Paulo, no qual precisava se submeter à situações precárias como, por exemplo, utilizar água contaminada. Dito isso, é preciso analisar que esse livro foi publicado em 1960 e, ainda hoje, brasileiros continuam a viver em situações análogas. Nesse sentido, é válido ressaltar que problemas como altos custos de investimento e falta de cobrança por parte da população faz com que o Brasil continue sem disponibilizar saneamento básico igualitário.
É necessário analisar, antes de tudo, que o dinheiro necessário para a disponibilização de serviços como água potável, tratamento de esgotos, drenagem e limpeza urbana são muito elevados. Prova disso são as estimativas feitas pelo Plano Nacional de Saneamento Básico que mostram que são necessários no mínimo 181.893 milhões de reais para que toda a população brasileira tenha o esgoto tratado. Entretanto, é necessário avaliar que essa situação precisa ser tratada como prioridade, tendo em vista que, é um direito básico de todos os cidadãos.
Somado a isso, tem-se o fato de que as pessoas se “acostumaram” a viver sem esses serviços. Nesse sentido, a população acaba esquecendo que disponibilizar saneamento básico é um dever do Estado e, consequentemente, acaba se habituando à situação precária. Com isso, o Poder Público se aproveita da falta de consciência da população quanto a esse direito e, assim, coloca essa questão em segunda plano.
Infere-se, portanto, que é imprescindível a mitigação desse problema. Por conta disso, é preciso que o Governo em consonância com as Universidades brasileiras incentivem projetos estudantis, o qual promovam ideias para a implantação do saneamento em todo o Brasil. Dessa forma, o Poder Público precisa disponibilizar fundos para que os projetos sejam desenvolvidos, válido de premiação para aquele que for escolhido. Feito isso, espera-se que todos os brasileiros possam usufruir desse direito.