Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 30/10/2019
Na Antiguidade, a civilização romana obteve um sistema de saneamento básico muito desenvolvido para a época após a construção dos aquedutos. No entanto, quando se observa a precariedade atual do saneamento básico no Brasil, verifica-se que a qualidade sanitária deixou de ser uma prioridade, comprometendo a qualidade de vida de parte da população. Desse modo, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
É inegável que a negligência estatal é uma das causas para a ocorrência dessa problemática. Segundo a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e ambiental, apenas 85 municípios brasileiros cumprem os requisitos que garantem saneamento básico à população. Dessa maneira, pode-se afirmar que boa parte das regiões brasileiras são prejudicadas, principalmente as áreas rurais e as periferias urbanas, uma vez que essas porções tem um papel secundário na economia. Nesse sentido, há a necessidade de reverter essa situação.
Ademais, surgem doenças para alavancar o problema. Os esgotos a céu aberto e falta de água tratada e canalizada criam um cenário ideal para a disseminação de doenças, que somados a um sistema de saúde publica ineficiente comprometem a qualidade de vida da população, que acaba por romper com as diretrizes do Artigo 5° da Constituição Federal vigente. Assim, é claro observar a importância do saneamento básico no Brasil.
Nessa perspectiva, medidas são necessárias para combater esse problema. O Governo, na figura do Ministério da Saúde, deve promover políticas de universalização do saneamento básico, principalmente nas áreas rurais e periferias urbanas, por meio de maiores investimentos criando unidades de tratamento de esgoto e canalização da água; a fim de erradicar a marginalização da população que não tem acesso a esses serviços e a proliferação de doenças. Adotando essas medidas, o saneamento de qualidade poderá fazer parte da realidade brasileira.