Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 24/09/2019

Segundo o livro “A peste”, de Albert Camus, em que epidemias devastam grande parte da cidade de Oran, devido ao péssimo saneamento local, destaca a importância do descarte adequado para a qualidade de vida de uma população. Assim como no livro, a sociedade atual é desprovida de educação quanto à eliminação dos seus detritos. Não obstante, há uma negligência governamental com o problema. Dessa forma, as comunidades brasileiras estão fadadas ao comprometimento da saúde e bem-estar social.

A princípio, é necessário observar historicamente a educação social em detrimento ao saneamento básico. Nesse viés, é possível notar durante a Idade Média, por exemplo, o acúmulo de dejetos humanos descartados em plenas ruas das cidades, causando a proliferação de doenças como leptospirose e peste negra, as quais disseminaram grande parte da população. Apesar dessas catástrofes, não foi estimulada uma educação eficiente para a resolução do problema em diversos países, entre eles, o Brasil; coloca-se, desse modo, em risco a saúde da sociedade. Outrossim, poucas escolas instruem a coleta seletiva para seus alunos e, muito menos, informam sobre os problemas causados pelo impasse. Por conseguinte, há a perpetuação da desinformação social de seus resíduos.

Paralelamente a isso, há uma negligência governamental em relação ao descarte residual, uma vez que ainda existem regiões as quais não possuem um saneamento adequado. Ademais, no Brasil não possui leis federais rigorosas que garantam a instrução e punição eficiente contra as eliminações  indevidas em vias públicas, criando-se o acúmulo de lixo e poluição visual, favorecendo, dessa maneira, a disseminação de doenças que assolaram o passado. Diante disso, tal problemática fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assegura o bem-estar social. Logo, torna-se obrigatório a desconstrução da cultura negligente governamental.

Portanto, é mister a urgência de medidas para a atenuação do problema. Para isso, a educação do descarte adequado de lixo deve ser instruída por lei. Assim, o MEC deve garantir, a partir da legislação, a capacitação de professores e inserção do assunto na grade curricular de Sociologia e Ética, a fim de assegurar o debate e reeducação residual. Além disso, a Secretaria da Saúde deve certificar a ampliação e melhoramento do saneamento público, com a finalidade de diminuir a poluição visual nas cidades. Isso será feito por meio do aumento da frequência da coleta e seletividade de lixo pelos garis, sob ordem do órgão. Por fim, assim como no livro de Albert Camus, a sociedade compreenderá a mazela e será encaminhada ao melhoramento do seu bem-estar.