Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 13/10/2019
Ao analisar a historicidade, no Egito Antigo, é observado a preocupação do faraó com a construção de canais de escoamento do esgoto como forma de manter a cidade limpa e, por consequência garantir a qualidade de vida dos cidadãos. No entanto, na contemporaneidade, apesar de séculos de avanços técnicos-científicos, muitas cidades e, até mesmo, bairros ainda carecem de infraestruturas sanitárias básicas. Tal fator decorre, devido as desigualdades históricas observadas no país, bem como a carência de investimentos estatais nesse importante setor de serviço, configurando em desafios para melhorar esse precário saneamento básico brasileiro.
Convém salientar, a princípio, que a exclusão histórica de camadas sociais do processo de modernização das grandes cidades, contribuiu para a ausência de estruturas de saneamento básico satisfatórias em todo o território nacional. Isso pode ser observado, de maneira mais evidente, quando se menciona o Governo de Rodrigues Alves, no qual propôs a derrubada de casebres e a construção de redes de esgoto em importantes capitais do país. Entretanto, a população carente, por exemplo, não foi beneficiada por essa nova configuração espacial, tendo que se realocar em áreas mais distantes dos centros urbanos. Nesse sentido, as consequências dessa desigualdade perpassa, atualmente, nos mais de 38 milhões de cidadãos, segundo o jornal O Globo, sem água encanada e rede de tratamento de esgoto adequado. Logo, vencer esse entrave histórico é imprescindível.
Em outro aspecto, os insatisfatórios investimentos governamentais na melhoria dos serviços básicos no país corrobora para esse atual cenário de precariedade. Sendo notório, na pesquisa do G1, no qual informa um crescimento lento na cobertura de água e esgoto nos últimos anos. Nesse viés, o Estado ao não investir nesse importante setor, acaba tendo que ampliar outro, já que a população fica mais suscetível a doenças como Dengue,leptospirose e verminoses, sobrecarregando o sistema de saúde pública, visto que haverá gastos com internações e tratamentos que poderiam ser evitados com a ampliação do saneamento básico a toda população.
Portanto, percebe-se que para amenizar o precário saneamento básico no país é pertinente se vencer os desafios em torno dessa problemática. Para tanto, é imperativo que o Governo Federal disponibilize verbas para a construção de redes de tratamento de esgoto, bem como amplie canais de acesso a água potável em áreas onde esses entraves são mais acentuados, com o fito de promover melhorias na qualidade de vida dessa população excluída historicamente. Ademais, é cabível que esse mesmo agente promova um levantamento de regiões, por meio do IBGE, onde as verbas para saneamento básico possam ser aumentadas. Dessa forma, o Brasil estará, de fato, à frente do egípcios nesse setor.