Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 30/09/2019
A Revolução Industrial, do século XVIII, acelerou o processo de urbanização. No entanto, as cidades não possuíam infraestrutura adequada para receber toda a população advinda do campo e com isso, problemas sanitários foram gerados nas cidades, bem como a presença de fezes e urina de animais e pessoas a céu aberto nas ruas. Contudo, três séculos se passaram, os centros urbanos se desenvolveram, mas, ainda hoje existem municípios brasileiros que carecem de saneamento básico, que além de colaborar para a proliferação de doenças, contamina o meio ambiente. Essa realidade se faz presente devido principalmente à negligência governamental perante políticas públicas necessárias.
A falta de coleta e o descarte inadequado do lixo, são problemas causados por conta da ausência de saneamento. A lei nº 12.305, instituída em 2010, garante o fim do manejo inadequado de resíduos sólidos com a proposta de extinguir os lixões. Todavia, segundo o site do G1, além do Estado brasileiro não ter aumentado o número de aterros sanitários, ainda possuem mais de 3 mil lixões no país, local totalmente despreparado para o descarte de lixo. Assim, tendo como consequências a propagação de diversas doenças como a Leptospirose, Disenteria Bacteriana, Esquistossomose, Febre Tifoide, Giardíase, Peste Bubônica e o agravamento de epidemias como a Dengue.
Além disso, segundo um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Ministério das Cidades, 70% dos municípios do Brasil, não têm estação de tratamento de esgoto. Com isso, grande parte do patrimônio hídrico torna-se escasso, com a poluição de rios, extinção de espécies vegetais, peixes e animais que utilizarem dessas águas e mais uma vez, perigos à saúde humana, uma vez que essas águas contaminadas não são próprias para o consumo. Ainda de acordo com o estudo, mais de 110 mil quilômetros de trechos de rios estão com a qualidade comprometida e em mais de 75% desses trechos não é permitido o abastecimento público devido à poluição. Diante dessas condições, é possível analisar também como consequência a escassez de água potável para determinadas regiões.
Para tanto, torna-se evidente a necessidade de disponibilização de saneamento básico à toda população. Assim sendo, é preciso que o Governo Federal junto ao Poder Executivo de cada estado, acabem com os lixões e transforme-os em aterros sanitários, por meio da retirada dos resíduos presentes nesses locais e preparação do terreno para o descarte futuro de lixo, a fim de recuperar o solo contaminado e evitar que este prolifere vírus e bactérias. Ademais, essa parceria deve também ampliar o acesso à rede de esgoto, por meio de políticas que visem a realização deste planejamento pelos próximos anos no país. Para que o Brasil não retroceda a realidade vivida na revolução do século XVIII e a os serviços destinados à sociedade, se desenvolvam junto com as indústrias.