Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 01/11/2019

Desde a chegada da Família Real portuguesa, em 1808, o Brasil encara desafios em relação às doenças epidêmicas, que matou milhares de indígenas, visto que os mesmos não tinham imunidade para tais enfermidades. Assim, mesmo com o sistema de saúde pública sendo implementado,  o país não tinha estrutura, em termos de saneamento básico: não existia tratamento de esgoto, assim como o lixo era depositado em valas. Ainda hoje, esta é uma problemática que ameaça à saúde pública, ocasionando em muitos gastos para a nação.

É indubitável que a poluição, dos recursos hídricos, bem como urbana, esteja entre as causas do problema citado inicialmente, já que em áreas irregulares, 90% dos esgotos não são tratados e além da parcela de lixo doméstico descartada erroneamente pela população, as indústrias utilizam os rios como depósitos de resíduos. Isso ocorre devido à falta de estrutura e orientação em áreas desfavorecidas. Ademais, a fiscalização quanto às indústrias também não é feita de maneira adequada.

Outroassim, no Brasil, apenas 2% do lixo é destinado para a coleta seletiva; mais da metade é descartado em lixões e aterros sanitários, contribuindo para a proliferação de doenças epidêmicas, como a Dengue. Ratificando a premissa, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) evidenciam uma discrepância em relação as regiões Nordeste e Sul, onde, na primeira, apenas 11,4% do lixo é descartado de maneira correta, e esta última, 88,5% dos resíduos são tratados devidamente; isto posto, o Nordeste apresenta um maior índice de casos de epidemias.

Desse modo, necessita-se de maior investimento por parte do Governo Municipal em criações de aterros sanitários, assim como a ampliação da Logística Reversa, por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Compete também, ao Ministério da Saúde, o aumento de campanhas de conscientização acerca da poluição, assim como presume-se que o público atenda às expectativas, tendo como função social, fazê-lo.