Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 22/02/2020
Na obra de Aluísio Azevedo,O Cortiço, é retratada a rotina dos moradores com comparação típicas do período literário, ou seja, o autor mostra como as pessoas vivem em meio ao lixo e esgoto. Paralelo a isso, quase dois séculos depois, a realidade permanece a mesma em várias cidades, gerando pela falta de saneamento básico, situação que demonstra o descaso governamental perante à dignidade humana e enfatiza as desigualdades.
Primeiramente, desde a colonização, é perceptível que o descaso governamental perante as populações mais pobres acarreta dificuldades para esses indivíduos sobreviverem. Desse modo, a inexistência de serviços de saneamento básico, principalmente nas periferias brasileiras, fere o direito inalienável da saúde garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e, com isso, doenças provocadas pela má condição de saúde ampliam os índices de óbitos na maioria desfavorecida.
Além disso, a condição em que vive grande parcela de brasileiros, agrava as desigualdades existentes no país de dimensões continentais. Desse modo, como publicou o psicólogo Maslow em seu estudo das hierarquias de necessidades fundamentais garantidas acabam por pertencer ao estado primitivo da existência humana e, dessa forma, como na obra de Azevedo, são animalizados e perdem a sua dignidade.
Portanto, cabe ao poder público, cobrar do poder Judiciário, a vigilância dos poderes Executivo e Legislativo em relação ao erário destinado ao saneamento básico. Isso deve ser feito por meio das redes sociais e manifestação pacífica nas ruas. Tal proposta, a fim de que possa evitar possíveis desvios de verbas para o saneamento básico e consequentemente garantir a plena atuação dos poderes nessa problemática, melhorando assim sua estrutura e distribuição, para que, situações como a do “O Cortiço” possam ser apenas cenas de obras literárias.