Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 01/04/2020

A cidade de Londres, na Era Vitoriana, foi marcada pela miséria vista nas ruas, onde a higiene era imensamente precária e, por conta das doenças, a expectativa de vida nos bairros beirava os 40 anos de idade. Hodiernamente, no Brasil, a escassez de saneamento básico não diverge completamente do Reino Unido no século XIX, pois a proliferação de doenças é uma consequência dessa negligência governamental.

Em primeira análise, cabe salientar que a ausência de saneamento nas cidades favorece o aumento de doenças já existentes no meio populacional. Em correlação, segundo informações do Ministério da Saúde, os casos de dengue em 2019 cresceram 600% em relação ao ano anterior. Tristemente, isso evidencia a despreocupação do Estado no combate a doença, por meio do asseamento de água parada, assim como a Leptospirose, quando roedores advindos de aglomerados tóxicos contaminam os seres humanos. É imprescindível que o poder político volte seus olhares para a situação.

Ademais, um fator determinante para a persistência da problemática é o baixo investimento do governo nesse âmbito. De acordo com o ‘‘Inep’’, mais de 50% das escolas de ensino básico não contam com redes de esgoto. Sendo assim, é vital que os orgãos responsáveis movam subsídios para as necessidades da população, visto que, se nada for feito, a sociedade sofrerá inaceitáveis prejuízos.

Portanto, a fim de amortecer os impactos da falta de saneamento básico no território brasileiro, urge que o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, invista nos serviços de vigilância sanitária, que fiscalizará em diversas cidades do território nacional inúmeras residências e colégios públicos nos bairros delimitados. Dessa forma, os pesquisadores relatarão os ambientes onde as ajudas de custo devem ser injetadas. Além disso, o mesmo ministério deve vigiar para que os sistemas de esgoto já existentes não fiquem defasados, algo que geraria maiores custos futuros ao governo. Por esse modo, será possível afastar a realidade da Era Vitoriana do Brasil. Atual.