Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 19/04/2020
Diversas paisagens distintas compõe o Brasil. Um exemplo disso é a intensa densidade populacional da região sudeste, onde habitam mais de 40% dos brasileiros, e o sertão nordestino, que se difere por apresentar muitas regiões vastas e com poucos habitantes. Contudo, para suprir as necessidades básicas de condições de vida, como água e esgoto, é necessário criar um plano de ação para que todos possam se beneficiar desse direito. A partir disso, é preciso entender os principais desafios da execução, para que assim criem medidas precisas para solucionar o saneamento precário.
A pandemia do COVID-19, que se iniciou em dezembro de 2019, exige como medida preventiva a higienização. Porém, o sistema de abastecimento de água não foi capaz de atender toda a população em áreas com grande densidade demográfica. Além disso, o esgoto mal tratado nas ruas, lixo e resíduos domésticos jogados em lugares inadequados, sem onde serem expelidos, evidenciaram o quão precário é o sistema de saneamento básico em zonas irregulares e comunidades, que apresentam urbanização não planejada e muitos habitantes.
O sertões, cidades pequenas e afastadas, regiões como o norte e o centro-oeste, diferente do sudeste, não possuem tantas aglomerações, por isso, têm pouca visibilidade e por fim, acabam sendo esquecidas pelos ministérios reginais. O efeito da baixa visibilidade é facilmente percebido, pois em diversas regiões isoladas, como o sertão da Bahia, há apenas um poço de água, casas precárias, e não há qualquer sistema de esgoto ou tratamento.
Em suma, é necessária primeiramente a educação ambiental da população, implantadas na grade escolar, feito a partir do ministério da educação de cada estado, para que todos os cidadãos tenham consciência de seus atos no ambiente. Ademais, pressões feitas com manifestações civilizadas ou por meio de redes sociais são uma forma de pressionar o governo, para que tomem a questão de saneamento como prioridade. Em zonas pouco habitadas, é preciso analisar separadamente cada caso, com ajuda do ministério do saneamento básico e o ministério da urbanização e habitação, que contam com engenheiros sanitários, para atender a população e, garantir esse direito básico a todos.