Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 21/04/2020
Defini-se como saneamento básico o conjunto de serviços, instalações e infraestruturas que envolvem o abastecimento de água, limpeza urbana, esgotamento sanitário, entre outros. É fato que o saneamento básico no Brasil é precário, com isso, depreende-se diversos desafios para a sua melhora, entre eles está a quantia de dinheiro necessária para universalizá-los. Ademais, uma das consequências mais evidentes de tal precariedade é a sobrecarga nos sistemas de saúde (SUS e convênios particulares).
Num primeiro momento, o principal desafio enfrentado pelos governantes no combate à precariedade do saneamento básico brasileiro é a disponibilidade de verba para a universalização do mesmo. O Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) previa um investimento necessário de, aproximadamente, 500 bilhões (cerca de 30% do Produto Interno Bruto de 2018), o que seria impossível, tendo em vista a porcentagem disponível para investimento e o aumento do PIB anual. Em 2018, segundo o Observatório de Política Fiscal da FGV-Ibre, a porcentagem do PIB investida pelo Governo foi de 2,43%.
Consequentemente, a falta de acesso a água tratada e a não canalização do esgoto cria um ambiente propenso a proliferação de animais peçonhentos e de doenças, o que sobrecarrega os serviços de saúde. A ingestão de água contaminada causa desde diarreia até hepatite A. Além disso, o constante contato com esgoto e água não tratada leva a diversas doenças e, quanto mais pessoas doentes, mais espera e ineficiência haverá em hospitais e postos de saúde, levando a mais gastos governamentais.
Com isso, é possível dizer que o saneamento básico mais desenvolvido causa economia na área da saúde. Portanto, é de suma importância que o governo juntamente com os setores privados criem um acordo econômicos, através de reuniões e análises das áreas mais necessitadas, para ter maior investimento nessa área e, assim, universalizar o acesso da população ao devido saneamento básico.