Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 17/04/2020

O decreto da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948 foi uma Declaração Universal dos Direitos Humanos, assegurando a todos os indivíduos a dignidade, na sua saúde ou no seu bem-estar social. Contudo, o saneamento básico precário no Brasil impossibilita que a população desfrute desse direito universal. Nessa perspectiva essa situação deve ser superada o mais rápido possível para que uma sociedade mais estável seja alcançada.

Podemos ressaltar principalmente a negligência da Presidência como um dos maiores poluentes, pois sem o devido tratamento o esgoto é diretamente jogado em rios, causando a poluição de muitos lugares  que antes eram limpos, desestabilizando toda uma cadeia ecológica. De acordo com o Sistema Nacional de informação sobre saneamento, apenas 50,3% dos brasileiros tem acesso à coleta de esgoto. É completamente inaceitável que com a quantidade de tributos imposto a população, o Estado não faça o dever que é o mínimo a ser feito por todos.

Além disso, a cobrança do povo é muito importante nessa questão. Existem leis e planos no país que visam garantir o acesso aos serviços de saneamento por todos, porém grande parte da população, sobretudo aqueles que vivem nas áreas mais pobres, não gozam desses serviços. Dessa maneira, somente a mobilização social para pressionar o Poder Público poderá amenizar esse problema. O geógrafo Milton Santos, classificava o território nacional brasileiro em espaços opacos e luminosos, segundo o qual o luminoso tem maior atenção do Governo e os opacos são menos contemplados. Relacionando isso ao problema, os que mais sofrem com esse problema no Brasil são os mais pobres.