Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 17/04/2020
A frase expressa por parte da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2010, “Direito à água potável limpa e segura como um direito humano essencial ao pleno gozo da vida e de todos os direitos humanos”, deixa claro o quão importante e essencial é este direito para a população. Claramente, é necessário uma mudança, pois por ser um direito humano, deveria ser garantido a todos, o que não acontece em certas regiões vulneráveis, gerando uma irresponsabilidade com a sociedade, acarretando problemas de vivência e de saúde.
Em primeiro plano, é importante frisar este direito humano, o saneamento básico não é um serviço negociável, deve estar presente no dia a dia da sociedade. Assim sendo, segundo fontes do IBGE, a região Norte é a que tem maior proporção de municípios sem coleta (92,9%), só 3,5 com coleta, e apenas 3,6% tem a coleta e tratamento. Logo, é possível perceber que o Norte é a região mais vulnerável em questão de saneamento, melhorias nessas áreas trariam uma convivência melhor, sem precariedades e prejuízos a população.
Em segundo plano, é preciso priorizar a saúde, já que tudo gira em torno dela, uma saúde estável e boa garante um bom funcionamento das pessoas no cotidiano. Todavia, não é o que ocorre em certos lugares, a falta de saneamento básico acarretou na morte de 15 pessoas e outras 1.352 mil foram internadas em 2017 no Acre, segundo dados do Instituto Trata Brasil. Em virtude da irresponsabilidade de órgãos públicos, certas pessoas acabaram vindo a óbito, logo, é necessário ter os serviços em dia para garantir a saúde da população e casos como esse não ocorrerem mais.
Portanto, com base nas informações, é perceptível a irresponsabilidade e precariedade do sistema de saneamento básico. Assim, cabe ao Ministério da Saúde (MS), junto a Organização das Nações Unidas (ONU), e com a outros órgãos públicos, implantar melhorias no saneamento, em que destinem uma certa renda que será usada unicamente para os serviços. O incentivo na criação de ONG`s em cidades seria um ponto positivo, unir a população para se ajudar e deixar sempre em dia o direito humano. As ONG´s funcionariam como um comitê, onde qualquer problema seria levado para lá, assim, com o apoio da população e ajuda dos órgãos, os problemas seriam resolvidos, trazendo responsabilidade com a sociedade e garantia nos direitos humanos.