Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 18/04/2020
O saneamento básico está diretamente ligado à infraestrutura de um país e sua situação econômica. Países subdesenvolvidos, como o Brasil, costumam ter baixo nível de saneamento básico, pois a preferência em relação a investimentos governamentais é em áreas que possam dar rápido retorno financeiro. Entretanto, tal pensamento é errôneo, pois com a baixa taxa de casas com o saneamento básico, a probabilidade de contaminação de doenças é alta, assim impedindo a população de trabalhar e diminuindo o movimento financeiro. Portanto, a postura dos governadores brasileiros em relação ao saneamento básico deve ser mudada, mas não só a deles, a da população que contribui para o baixo nível, através dos lixos jogados na rua, por exemplo, também deve mudar.
A economia de um país é determinante para toda sua infraestrutura interna. Pensando nisso, conclui-se que deve haver um maior equilíbrio nos gastos públicos com a finalidade de poder fazer investimentos internos. Porém, não é isso que acontece, os investimentos internos são diminuídos ao invés do contrário. Segundo o jornal G1, no ano de 2020 houve queda de 21% no orçamento para o saneamento básico.
Ademais, o problema não está relacionado apenas com a economia, mas também com a cultura brasileira. Apesar das diversas campanhas públicas promovidas pelos governos estaduais, o número de resíduos nas ruas ainda é um problema alarmante. Segundo a Folha de São Paulo, em matéria publicada em 2019, o número de lixo varrido na rua soma, apenas em São Paulo, soma vinte e sete mil toneladas.
Em suma, o saneamento básico mostra-se ser um problema com resoluções complexas, que exige colaboração tanto dos governadores quanto da população. A fim de solucionar tal problema, é dever do Ministério da Saúde intensificar as campanhas públicas, principalmente na televisão, pois é onde os brasileiros mais obtém informações. Juntamente a isso, o próprio Ministério da Saúde deve evitar queda no orçamento para o saneamento básico e promover o efeito contrário, ou seja, o aumento, de modo que a longo prazo, seja algo benéfico tanto pro bem-estar social, quanto para economia do país.