Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 21/04/2020
A produção audiovisual “Saneamento Básico, O Filme” apresenta uma vila que está com problemas com o tratamento de esgoto, onde os moradores decidem utilizar da verba destinada à produção de um filme para realizar a obra. Este filme representa, de forma irônica, a realidade de grande parte da população brasileira, na qual os moradores de bairros periféricos não têm, por exemplo, acesso a água potável. Tal situação é um grave problema brasileiro, visto que a falta de acesso ao saneamento básico acarreta no aumento da ocorrência de doenças e, consequentemente, causa diversas mortes.
Primeiramente, é certo afirmar que grande parte da população não possui acesso ao saneamento básico. Um estudo do Instituto Trata Brasil, apresentado pelo “G1”, mostra que mais de 50% do esgoto não é tratado, e sim apenas despejado na natureza. Além disso, o estudo também mostra que por volta de 49% da população não possui acesso à coleta de esgoto, na qual precisam retirar os dejetos de formas alternativas e não recomendadas - como jogar em um rio.
A posteriori, pode-se concluir que a falta de saneamento básico afeta diretamente na saúde da população e ocasionam até mesmo a morte. A partir do contato com o ambiente sem um tratamento de água e esgoto, a pessoa pode adquirir doenças como a disenteria bacteriana. O Instituto Trata Brasil aponta que mais de R$100 milhões foram gastos com internações causadas por diarreia. Tal problema intestinal poderia ser drasticamente reduzido, porém a falta de acesso ao saneamento básico não permite isso, a qual causam cada vez mais vítimas fatais - como mostrado em dados da OMS e da Unicef, que apontam sobre a diarreia ser a segunda maior causa da mortalidade infantil.
Com isso, conclui-se que a falta de saneamento básico no Brasil traz diversas consequências maléficas e, por isso, deve ser tratada o mais rápido possível. Para isso, o Governo - através do Ministério do Desenvolvimento Regional - deve conduzir planos e realizar investimentos financeiros para que as prefeituras façam as obras necessárias nas regiões sem saneamento básico. Além disso, a população deve pressionar os órgãos públicos para que tomem providências urgentes. As pessoas devem se manifestar atraves de denancias em redes sociais e das mídias tradicionais, com o intuito de trazer visibilidade às suas necessidades e motivar o Governo e as Prefeituras a agir.