Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 21/04/2020

Devido à falta de investimentos no setor, a universalização antes prevista para 2033 só será atingida, a prosseguir no ritmo atual, em 2059.O estudo indicou que são necessários 615 bilhões de reais para o país cumprir a meta de universalizar serviços de água e esgoto até 2033. O valor é 21 por cento maior do que o estimado pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), aprovado em 2013, que previa 508,4 bilhões.

E o desafio não é pequeno. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o Brasil ainda tem mais de 35 milhões de brasileiros sem acesso aos serviços de água potável, metade da população sem coleta de esgoto e apenas 40% dos esgotos tratados. É um cenário que não combina com 9ª maior potência econômica do mundo e tem prejudicado o desenvolvimento do País em diversos setores, especialmente na Saúde.

Só o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou R$ 140 milhões por internações com diarreia em 2013. Estima-se que 76 mil dos casos aconteceram pela falta de saneamento. Isso sem contar o empurrãozinho que o mosquito aedes aegypti ganha para espalhar dengue, Zika e chikungunya. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), não há maneira mais efetiva para combater o mosquito, senão investir em saneamento básico.

Investimento é justamente a questão que mais se discute entre os especialistas, que dizem não ser suficiente para melhorar a situação do Brasil no ritmo que deveria. Segundo estudo publicado pelo Instituto Trata Brasil, apenas 36 de 100 cidades analisadas investiram mais de 30% do que arrecadaram na expansão ou melhorias de saneamento, considerando o período de 2010 a 2014.

Outrossim, percebe-se que os desafios vão além das influências escolares e entram na esfera da inércia do Estado em políticas para a melhoria do saneamento. Destarte, por o governo está mais preocupado com investimentos capitalistas, para que possam ter destaque no cenário mundial, adota poucas ações que melhorem. Nesse panorama, há falta do cumprimento das leis que proíba o esgotamento sanitário passar, em evidencia, por vias públicas. Sendo assim, com os resíduos humanos a céu aberto, um grande número de doenças afetará a população.

Fica claro, portanto, que se deve combater as causas do precário saneamento básico. Para isso, as escolas devem incentivar o aluno no desenvolvimento do pensamento ambiental. Ademais, os Governos Municipais devem aumentar as políticas que evitem o despejo dos esgotos no meio urbano. Isso pode ser feito por meio da isenção de taxas municipais para as casas que cumpram a função de não jogar resíduos humanos no meio ambiente, fazendo, assim cumprir as leis de preservação.