Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 21/04/2020

No documentário “A luta pelo básico”, é exibido as dificuldades diárias que as pessoas de Itaíba-PE, encontram em relação ao saneamento básico. Como elas sofrem ao se depararem com esgotos a céu aberto e ausência de água potável. Fora das telas, este impasse é realidade na vida de muitos brasileiros. Principalmente, moradores de áreas mais afastadas, onde são desvalorizados pelo Estado, que também contribui para a propagação de doenças. Desse modo, cabe analisar as causas e consequências do problema, para que medidas sejam impostas.

Em primeira análise, a Constituição de 1988 ressalta que, o saneamento básico é direito de todo cidadão. Porém, essa lei não é cumprida, já que 50% da população não tem rede de esgoto de qualidade, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Contudo, para o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve zelar pelo bem-estar da sociedade. Sendo assim, se o poder público não consegue garantir o que está na lei, as pessoas continuarão a sofrer como mazelas sociais.

Em segunda análise, doenças como: leptospirose e cólera são extremamente comuns nessas regiões, onde também é precária do Sistema Público de Saúde. Isso ocorre porque a negligência do Governo é mais vista nessa camada social. Logo, a vulnerabilidade a tais situações causa mal-estar nos indivíduos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Estado que o Plano Nacional de Sanamento Básico- Planesab, seja mais eficaz nessas áreas, por meio da fiscalização de supervisores e representantes. Ademais, o Ministério da Saúde, deve investir em equipamentos e profissionais especializados, para assistir aqueles que se encontrarem enfermos devido a ineficiência do Planesab. Somente assim, se obterá uma realidade diferente do documentário “A luta pelo básico” e este problema passará a ser uma mazela passada na História do Brasil.