Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 21/04/2020
Embora seja garantido pela Constituição Federal o saneamento básico, que é ao menos o esgotamento básico, manejo de resíduos sólidos e de águas pluviais, o Governo não é capaz de disponibilizar a todas as comunidades brasileiras por motivos de localização ou falta de verba para completar as obras necessárias para a realização. Isto gera um cenário grande de pobreza e problemas sérios relacionados à saúde, pois comunidades e pessoas ficam sem suas necessidades básicas, impedindo-os de atividades e desenvolvendo doenças que são resultantes da falta de tratamento. Visto isso, é clara a necessidade de levar esse problema a tona e buscar soluções eficazes para resolver o problema do saneamento básico precário no Brasil.
Esta situação vem desde o período colonial do país, onde as condições eram muito precárias e os colonizadores portugueses buscavam recursos ao em vez de tratar a colônia como um futuro país, que deu início à problemática vista hoje. Visto isso, tende a entender que o Governo é o responsável por produzir uma boa condição para o cidadão. Essa ideia foi proposta pelo filósofo Thomas Hobbes, que acreditava que o Governo e a sociedade estavam unidas por um contrato social. Ou seja, é observado que o principal problema da falta de saneamento básico para todos é o Governo, que não está sendo capaz de suprir as necessidades estruturais das regiões necessitadas.
É visto também que as principais zonas precárias neste sentido, são as comunidades periféricas e mais excluídas, que se encontram em uma sociedade que as julgam fortemente e muitas vezes esquecidas pelo Governo. Realidade essa enxergada em filmes como “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus” que retratam as dificuldades (entre elas a falta de saneamento básico) sofridas por essas comunidades. A falta do saneamento acaba por desenvolvendo doenças comprovadamente prejudiciais como a leptospirose, Hepatite A e Cólera. Esses são alguns exemplos das variadas doenças que podem ser atribuídas diante da falta de saneamento básico.
Portanto, é indubitável a necessidade de um melhor tratamento em relação ao sistema de saneamento básico brasileiro. Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde juntamente ao Município criar políticas públicas para a melhoria do sistema de saneamento básico. Isso será feito a partir da construção de melhores e eficientes sistemas de esgotamento, coleta de lixo, tratamento de água e também o tratamento de endemias que ainda afetam as comunidades mais pobres. Só assim, a população poderá ter acesso a igualdade e uma melhor condição de vida.