Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 29/04/2020
No livro “Hipermodernidade”, de Gilles Lipovetsky, ele retrata uma sociedade no qual os indivíduos estão mais informados, porém ainda estão alienados mostrando assim a realidade vivida no Brasil. Com isso, evidencia-se um corpo social marcado pela dicotomia da responsabilidade ou irresponsabilidade. Nesse sentido, percebe-se que os principais motivos que levam ao saneamento básico precário é a falta de políticas públicas, resultando no aumento de doenças.
É imprescindível ressaltar, a princípio, que a falta de políticas públicas é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com historiador Eric Hobsbawm, o século XX foi marcado pela era dos extremos devido ao paradoxo: de um lado os avanços tecnológicos e de outro o extermínio de cultura e povos. É o que se verifica no atual cenário brasileiro, no qual se investe em tecnologias de informação, mas não em uma qualidade de vida melhor para a população, no que tange à construção ou à melhoria da infraestrutura das cidades, com a criação de redes de esgoto, com abastecimento de água potável, principalmente em bairros periféricos.
Ademais, é importante destacar, também, que a sociedade vive em constantes riscos ao não ter os princípios fundamentais garantidos, como teorizou o sociólogo Ulrick Beck, na obra “A sociedade do risco”. Assim sendo, a principal consequência é na área da saúde, pois sem a infraestrutura necessária, o esgoto, por exemplo, fica a céu aberto, o que resulta no aumento de doenças, como a leptospirose. Segundo dados do Ministério de desenvolvimento regional, referente ao ano de 2018, 54,7% da população brasileira não possuía tratamento de esgoto, que não houve grandes mudanças desde então. Portanto, verifica-se a falta de responsabilidade do Estado. Desse modo, são necessários novos agentes de mudança quando se trata da relação entre os seres humanos.
Portanto, a falta de saneamento básico é um desafio para o universo do homem social. Para esse mundo globalizado, são necessários investimentos na Educação Social, porque percebe-se hoje uma distorção de comportamentos, a fim de adquirir novos valores e mudar a conduta. Por isso, os Institutos de tecnologia em parceria com o Ministério das comunicações, através de projetos de apoio social, devem criar plataformas digitais, a exemplo do “Youtube”, já que são instrumentos de longo alcance, com documentários e até orientações sobre a necessidade de impor ao Estado uma melhor condição de vida,o que irá favorecer a sociedade como um todo. Assim, é preciso ter atos responsáveis para uma sociedade mais igualitária