Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 29/04/2020
Desde várias décadas passadas, a nação indiana sofre com a falta de atenção ao fator higiênico. Assim, tendo a segunda maior população do mundo mais de 50% desta não tem banheiro em casa. Em contraste, no Brasil, apesar de ter uma situação diferente, cerca de 455 municípios não tem água encanada por negligência governamental e atraso documental gerado pela burocracia.
A priori, é válido ressaltar que o Brasil não investe necessário para que o saneamento básico seja adequado, podendo evitar gastos com doenças como a leptospirose, febre tifoide e cólera. Tal fato é apresentado quando a Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a média de investimento entre 2009 e 2014 foi de 9 bilhões quando era preciso 15 bilhões por ano. Ademais, pesquisas mostram que apenas cerca de 70% dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é utilizado.
Em segunda instância, o atraso de envio e recebimento de verbas é outro fator que dificulta a manutenção da sanidade. Em suma, o tempo médio entre o início do trâmite e a chegada do dinheiro até os cofres das empresas é de mais ou menos dois anos. Deste modo gera - se uma paralisação nas construções.
Logo, é fundamental que haja um investimento da renda do FGTS, em engenheiros renomados, na elaboração dos projetos que visam o saneamento, para que seja evitado gastos desnecessários e a paralisação das obras. Além do mais, a digitalização da documentação iria diminuir o tempo gasto na regulamentação dos planos. Tal ato seria possível se os Ministérios das Cidades estivessem de acordo com a Caixa Econômica Federal.