Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 06/05/2020
Na série “Cidade dos homens”, exibida pela Globo, é retratado os obstáculos vividos nas favelas, indo da violência até as difíceis condições de saúde enfrentadas devido ao precário serviço sanitário. Paralelamente, saindo da ficção, é fato que a realidade apresentada pelo seriado, pode-se relacionar com o atual cenário brasileiro, uma vez que o saneamento básico enfrenta diversas inconsistências, consequentemente empobrecendo a estrutura espacial das cidades. Nesse sentido, convém analisar os fatores que corroboram para esse quadro debilitado, como a displicência do governo e a falta de infraestrutura que os cidadãos são submetidos.
Precipuamente, conforme o filósofo inglês Thomas Hobbes na obra “Leviatã”, o Estado é responsável por assegurar o bem-estar da população, todavia, isso não ocorre no Brasil. Partindo desse pressuposto, ora a negligência do governo, ora sua baixa atuação, no que diz respeito a criação de mecanismos que possam coibir tais ocorrências, atuam como promotores da baixa qualidade nas circunstâncias ideais de vida. Por consequência, tal desleixo com o saneamento acarreta diversas dificuldades na vida cotidiana de pessoas, haja vista que essa conjuntura promove diretamente espaços com maior índice de proveniência de doenças e menor índice de produtividade do indivíduo, logo impedindo a melhora do estado de vida. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, consoante o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), mais da metade dos municípios não possuem planejamento para tratar adequadamente o esgoto e a água. Nessa lógica, a má estrutura vista nas cidades colabora para o atraso no desenvolvimento do saneamento básico, trazendo consequências não só a população, mas também a economia brasileira, visto que prejudica a atividade turística, a valorização de imóveis, o avanço da educação e a renda do trabalhador. Desse modo, medidas de fiscalização e a criação de novos projetos, mostram-se indispensáveis para amenizar o impasse sofrido.
Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver os desafios do saneamento básico brasileiro. Em síntese, urge que o Governo Federal crie uma nova proposta, que vise aprimorar e adequar o planejamento do saneamento nas cidades, por meio de uma melhor distribuição orçamentária, de forma que essas verbas sejam direcionadas e fiscalizadas na higienização em grande escala. Em virtude disso, os danos causados a saúde pública e a economia poderão ser atenuados, e a sociedade poderá deslumbrar da verdadeira condição ideal de vida e saúde. A partir dessas ações, os pensamentos de Thomas Hobbes poderão ser correspondidos.