Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 01/05/2020

A Organização Mundial da Saúde divulgou uma pesquisa, em 2015, a qual mostrou que para cada 1 dólar investido em saneamento básico, havia 5 dólares economizados na saúde pública. Hodiernamente, o Brasil possui um precário saneamento básico que é fruto tanto da negligência do Estado, como também da omissão da sociedade em exigir a efetivação dos deveres dos governantes.

De início, é importante afirmar a ineficiência estatal em garantir qualidade de vida, bem estar social e um meio ambiente equilibrado a toda população brasileira. Uma vez que os governos federal, estadual e municipal têm sido negligentes no que diz respeito ao planejamento e execução desses serviços essenciais. E, como consequência dessa falha, há o surgimento de doenças quem afetam, sobretudo, os estados mais pobres do país. De acordo com o IBGE, as regiões Norte e Nordeste são as mais prejudicadas pela ausência desse serviço básico, pois há inúmeros casos de moléstias como cólera e desinteira que acometem, principalmente, crianças e idosos. Em suma, o descaso das autoridades públicas confirma o pensamento do jornalista Gilberto Dimenstein, na obra “O Cidadão de Papel”, o qual diz que muitos brasileiros possuem direitos apenas no papel.

Somado a isto, a falta de interesse em assuntos políticos e a passividade da sociedade brasileira contribuem para a persistência desse grave problema. Nesse contexto, o pensamento do filósofo grego Platão é pertinente, o qual diz que o castigo dos bons que não fazem política é ser governado pelos maus que gostam dela. Nesse sentido, visto que parte da população não tem interesse em assuntos políticos e nem cobram dos parlamentares o cumprimento das leis, eles se tornam culpados pela persistência da problemática. Ademais, segundo filósofo Aristóteles, “o homem é um ser político”; desse modo, ele deve pensar e agir com vistas a sua sociedade. No entanto, o que se observa no Brasil é que parte da população não se comporta como o “animal político” descrito pelo filosofo, já que se exime da responsabilidade e do compromisso político e social que lhes é devido.

Em suma, medidas são necessárias para superar os desafios do saneamento básico no Brasil. O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento, deverá investir recursos financeiros para ajudar os estados a implementarem as políticas públicas de saneamento básico para a sociedade brasileira, por meio de contratação de empresas privadas que farão o serviço de tratamento de esgoto e fornecimento de água potável a toda população. Além disso, o povo brasileiro deverá votar em candidatos que tenham propostas para o problema, e, então, agir como cidadãos na cobrança de direitos, e, através de manifestação pacífica, exigir do Poder Executivo o cumprimento dos deveres previstos em na CF. Dessa forma, o Brasil assegurará a recomendação da OMS  e vencerá o desafio.