Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 12/05/2020
Na obra “Utopia”, o autor Thomas More retrata uma sociedade padronizada pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, observa-se o oposto no Brasil, pois o saneamento básico ainda é um problema precário a ser resolvido. Esse cenário antagônico é uma situação grave, seja pela ineficácia na implementação da Política Nacional de Saneamento (PNS), seja pelo aumento nos casos de doenças que poderiam ser evitadas. Diante disso, tona-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim da plena resolução desse problema.
Em primeiro plano, é crucial pontuar que o insucesso da PNS deriva da baixa qualidade na atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobles, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre em território nacional. Devido à falta de atuação das autoridades, os governantes atuam negativamente, de forma direta e indireta, no processo de melhoria da qualidade de vida da maioria dos brasileiros, principalmente, por falta de um planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, é imperativo ressaltar que as doenças decorrentes da ausência de saneamento básico atuam como promotor do problema. Isso fica claro quando há 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada dentro de nossas fronteiras, este fato facilita o contágio de algumas doenças de origem parasitária e bacteriana. Partindo desse pressuposto, a taxa de ocupação hospitalar pode ser reduzida com a melhoria no tratamento dos efluentes. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o aumento nos casos de doenças contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática em nossa sociedade. Mediante o exposto, com o intuito de mitigar o desafio do acerca do saneamento básico no Brasil, necessita-se, urgentemente, que o Congresso Nacional direcione capital para os governos estaduais e municipais implementarem em obras de tratamento de água e esgoto, implementando Leis que facilitem a fiscalização da PNS. Acredita-se que o uso de tais recursos devem ser progressivos e proporcionais ao indicadores de melhoria contínua do saneamento básico em cada região. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema exposto, melhorando a qualidade de vida de todos, e a coletividade poderá alcançará a Utopia de More.