Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 22/05/2020
O saneamento básico se faz essencial para a manutenção de condições sanitárias adequadas e como forma de minimizar os impactos ambientais. Entretanto, o Brasil está longe e pouco avança na universalização desse serviço, principalmente nas regiões periféricas e menos desenvolvidas do país. Desse modo, os desafios do precário saneamento básico brasileiro é fruto de um descaso nessa área pela gestão pública.
Em primeira análise, o foco dos problemas é a falta de investimentos no setor. Esse cenário decorre tanto do baixo orçamento público para obras de infraestrutura, quanto da falta de interesse do setor privado em investir num Estado altamente burocrático. Somado a isso, há uma má vontade por parte dos gestores públicos em impulsionar esse setor, pois a concepção de que “cano enterrado não dá foto, não dá voto” desestimula ações para o saneamento básico. Dessa forma, o país progride a passos lentos para a ampliação do serviço a todos os brasileiros.
Consequentemente, a baixa infraestrutura e serviços precários prejudicam diretamente a vida de milhões de pessoas no Brasil. Por exemplo, a falta de coleta de esgoto e tratamento de água propicia a proliferação de muitas doenças e contribui para degradação ambiental. Como demonstrado no universo ficcional por Monteiro Lobato em seu personagem Jeca Tatu. Esse protagonista é acometido de uma doença conhecida como “amarelão”, que o faz ter uma baixa qualidade de vida. Em conclusão, a falta do saneamento básico é fortemente nociva à saúde de muitos.
Em suma, a fim de combater a precariedade do saneamento básico no Brasil, o Estado deve atuar. Em primeiro lugar, esse agente necessita aumentar a verba pública e buscar investimentos privados para o setor, nas chamadas “PPP” (parceria público-privado). Tal medida deve ocorrer por meio do Ministério da Economia, que intermediará licitações e concessões aos grupos empresarias, ao passo que corta gastos públicos não essenciais para serem remanejados. Com efeito, o Brasil avançará na democratização do saneamento básico, levando uma melhor qualidade de vida a sua população.