Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 23/05/2020
Em 2010, a assembleia da ONU reconheceu que o aceso à água potável e ao esgotamento sanitário é indispensável para o pleno gozo do direito à vida. Apesar da grande importância desses recursos, os mesmos ainda se fazem ausentes na configuração das regiões pobres do Brasil atual. Por esse motivo, vetores de doenças se propagam facilmente, o que gera problemas de saúde para a população, que consequentemente afetam a produtividade e a educação. Assim, torna-se importante um debate a respeito do precário saneamento básico brasileiro.
Primeiramente, pode-se inferir que o fato de o Brasil possuir áreas isentas de redes de saneamento, é um fator social que indica a pobreza da população. Dados do Ministério das Cidades apontam que mais da metade dos brasileiros não possuem acesso à coleta de esgoto e 35 milhões de pessoas não são atendidos com abastecimento de água potável no país. Ademais, um elemento condizente com essa situação é o negligenciamento de políticas de saneamento básico. A partir disso, faz-se decorrente um inadmissível problema socioambiental no atual panorama brasileiro.
Em segundo lugar, destaca-se que uma das consequência da falta de meios sanitários é a disseminação de doenças contagiosas que assolam as comunidades carentes e atingem a esfera da saúde. Por conseguinte, a contaminação de doenças contribui para um impacto no aprendizado de jovens e crianças e para uma queda de produtividade na área do trabalho. Segundo o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, ausências no trabalho de funcionários que tiveram sintomas de infecções representam por ano a perda de 849,5 mil dias de trabalho. Dessa forma, conclui-se que a falta de saneamento básico é um retrocesso ao contexto econômico e de saúde do Brasil.
Visto que um sistema básico de esgoto e água potável é um direito para o desenvolvimento da cidadania, torna-se necessário fazê-lo acessível à toda população. Para que isso aconteça, cabe ao Ministério de Desenvolvimento Social construir redes sanitárias nas localidades precárias. Além disso, o Governo Federal, por intermédio de subsídios estamentais, pode auxiliar nesse investimento, para que essa operação ocorra. Somente assim, o direito de acesso ao saneamento básico poderá ser usufruído por toda sociedade em prol da qualidade de vida da população.