Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 24/05/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, sem conflitos ou problemas. No entanto, hodiernamente, a precariedade do saneamento básico brasileiro obsta a realização dos planos de More, fruto tanto da falta de investimentos do Governo, quanto da explosão demográfica no meio urbano. Sob esse viés, é urgente a reversibilidade da problemática apresentada.
Em primeira análise, é fulcral pontuar que os desafios para melhor o sistema de saneamento básico derivam da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse cenário, devido à falta de investimentos do Governo Federal, apenas cerca de 50% da população brasileira possui pleno acesso à coleta de esgoto, de acordo com o Instituto Trata Brasil. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal o quanto antes.
Ademais, é imperativo ressaltar a ocupação rápida e desordenada das cidades como promotora do problema. Decerto, com o processo de industrialização, ocorrido após a Revolução Industrial, houve um inchaço populacional no meio urbano. Conquanto, o saneamento não conseguiu acompanhar esse crescimento, visto que muitas das áreas ocupadas não possuem regularização para receber esse sistema, segundo o Instituto Trata Brasil.
Dessarte, medidas exequíveis são necessárias para reverter esse cenário. Portanto, urge que o Governo Federal, por meio do Poder Legislativo, aprove leis que aumentem o capital investido em saneamento básico no Brasil. Esse capital deverá ser utilizado no aperfeiçoamento dos sistemas de água e esgoto, bem como na regularização das áreas que não possuem esses sistemas, com o intuito de garantir o saneamento básico para todo cidadão. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e a sociedade brasileira poderá alcançar a Utopia de More.