Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 11/11/2020

No filme de ação “Resgate” é exibida uma cidade extremamente suja, poluída e que oferece pouca qualidade de vida. Em consonância com a produção cinematográfica, no Brasil, há um precário saneamento básico oferecido pelo governo, o qual atrapalha o alcance do bem-estar dos cidadãos. Sob tal ótica, é imprescindível combater a desigualdade e a negligência sociais para amenizar essa problemática no país.

Em primeira análise, a discrepância econômica da população brasileira tem sido um entrave para ampliação do saneamento básico. Nessa perspectiva, a parcela da população desfavorecida economicamente não possui condições para adquirir água tratada e potável em virtude dos altos custos. Tal fato coaduna com o pensamento do filósofo Karl Marx, o qual pondera que o capitalismo sempre favorece a burguesia e negligencia o proletariado. Desse modo, essas diferenças no âmbito econômico atravancam a acessibilidade de muitos brasileiros ao saneamento básico, que ficam à mercê do papel estatal falho.

Outrossim, o silenciamento da sociedade com as ações governamentais ineficientes é outro aspecto alarmante. Apesar da Constituição Federal garantir aos cidadãos o tratamento de esgoto, coleta de resíduos, distribuição de água potável e drenagem urbana, nota-se que esses direitos não são executados pelo Estado. Conforme a primeira lei do físico Isaac Newton, um corpo tende a permanecer em repouso, exceto que uma força atue sobre ele. De maneira análoga a esse princípio, para acontecer uma melhora da atuação do governo brasileiro com as demandas sociais de saneamento básico, a população deve agir, discutir e cobrar seus direitos.

Infere-se, portanto, que, para melhorar o precário saneamento básico no Brasil, é inescusável a execução de uma nova postura estatal e social. Destarte, o Ministério da Economia deve atenuar as discrepâncias socioeconômicas, por meio da distribuição de renda para a população desfavorecida economicamente, com a finalidade de tornar a água potável e tratada como um recurso acessível financeiramente a todos. Ademais, a mídia precisa realizar campanhas que enalteçam a discussão sobre a importância do saneamento básico e o papel da população para a sua concretização, através de postagens nas redes sociais, a fim pressionar o governo brasileiro à realizar ações efetivas para solucionar o problema. Assim sendo, a sociedade será mais igualitária e estabelecer-se-á o direito constitucional ao saneamento básico.