Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 27/05/2020

Desde a Era Clássica, com o surgimento de cidades-estados, o saneamento básico tornou-se intrínseco ao conceito de civilização, constituindo o conjunto de infraestruturas e medidas adotadas a fim de gerar melhores condições de vida para a população. No contexto vigente, a existência desse fenômeno compreende-se preponderante para o bem estar social, sendo veículo de saúde e progresso. Assim, é válido ponderar acerca dos desafios enfrentados para melhorar o saneamento básico no país, visto que este mostra-se precário para grande parte dos cidadãos.

A trajetória histórica brasileira, pautada no desigualdade institucionalizada, fomentou um cenário de inacessibilidade sanitária. Segundo o filósofo suíço Rousseau, é dever do Estado gerenciar seus aparatos em prol da capacidade assistiva. Analogamente, o pensamento do intelectual contrasta com a história nacional, fato observado no começo do século XX, por exemplo, quando ocorreu a politica de urbanização do Rio de Janeiro no governo Rodrigues Alves, com proposta de implementação de saneamento. Porém, essa reforma não atingiu a seção menos favorecida de cariocas, os quais foram realocados para a periferia da cidade; tal exclusão ainda apresenta sua marca na contemporaneidade, como observado em favelas. Logo, a inequalidade constitui-se como um desafio.

Ademais, o déficit no engajamento por parte de populações marginalizadas apresenta-se adversidade expoente para atenuar a problemática. De acordo com o sociólogo Max Weber, a ação do indivíduo configura-se fator mister de modificações sociais, considerando o cidadão um agente atuante na realidade. Assim, atitudes como o despejo de resíduo sólidos, a exemplo do lixo domiciliar, de maneira inadequada contribuem significativamente para prejudicar o quadro sanitário da região, visto que propiciam o desenvolvimento de enfermidades, como zoonoses, agravando o quadro de saúde de habitantes, além de prejudicar o meio ambiente pela poluição direta. Nesse sentido, a atuação da coletividade é fundamental para construir um panorama salutar.

Portanto, entende-se a necessidade de combater os desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro mediante ao exposto. Por isso, é imperativo que o Governo Federal, como instituição gestora dos interesse coletivos, vise planos de maior implementação do saneamento em áreas de alta necessidade, por intermédio da destinação de maiores verbas aos setores de planejamento urbano de Estados com baixos índices. Outrossim, é mister que Secretárias de Saúde municipais contribuam para a conscientização social, por meio de campanhas educativas nas áreas críticas por agentes comunitários de saúde, por exemplo, atuando de modo contínuo nos territórios em contato direto com a população. Desse modo, as adversidades podem dirimir e o saneamento básico nacional melhorar.