Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 29/05/2020

Saneamento básico é a atividade relacionada com o abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto, limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e o controle de pragas e qualquer tipo de agente patológico, visando à saúde das comunidades. Entretanto, tal sistema não atinge toda a polução brasileira, resultado de uma série de fatores socioeconômicos e políticos, como descaso e má gestão governamental e a desigualdade social.

Em primeira análise, a urbanização, processo pelo qual se da o crescimento populacional, consequente ao êxodo rural, intensa migração campo-cidade, ocasionou na formação  de aglomerados e na acentuação da desigualdade social. Diante disso, a sociedade marginalizada é alvo do descaso estatal, visto que não recebem os serviços essenciais garantidos na constituição, segundo a Snis ( Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento) apenas 66% das casas brasileiras tem acesso à rede pública de saneamento.

Em segunda análise, a precariedade dessas atividades, geram a sobrecarga no sistema de saúde público, já que a falta de um saneamento básico adequado favorece a disseminação de doenças infecciosas e parasitoides, tais como leptospirose, disenteria bacteriana, e esquistossomose, além do agravamento de epidemias, como a dengue. No século XIV, teve-se a peste bubônica, a maior pandemia registrada na história da humanidade, um dos fatores que contribuíram para tamanha devastação, foi a ausência de um sistema de saneamento básico,  tendo resultado na morte de 75 a 200 milhões de pessoas.

Portanto, para que o saneamento básico brasileiro seja de fato efetivo e atinja toda a população , deve-se ter um investimento por parte do Estado, principalmente voltado para a população carente, a partir de verbas públicas juntamente com o apoio de empresas privadas e da iniciativa de ONGs. Além disse é importante a criação de medidas sanitárias eficazes, para impedir a disseminação de agentes patológicos.