Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 29/05/2020

Atualmente, estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas) contabilizam um crescimento de 8, 6 bilhões de habitantes no planeta em 2030. Entretanto, mais da metade desse crescimento populacional se concentrará em países emergentes ou subdesenvolvidos, sobretudo, em cidades urbanas, onde a população total ultrapassou 50% da população mundial. Hoje, o acelerado crescimento populacional em países subdesenvolvidos, geram o inchaço nas cidades, caracterizado pela falta de infraestrutura, saneamento básico, saúde e educação para a grande população dos centros urbanos. Em consequência disso, cresce o surgimento de comunidades e submoradias, e com elas a falta de água, tratamento de esgoto, coleta de lixo e a proliferação de doenças nas comunidades mais pobres.

Com efeito da industrialização, simultaneamente, acontece o êxodo rural, a migração dos habitantes de áreas rurais para centros urbanos, em busca de trabalho e melhores condições de vida. Em virtude da revolução industrial no século XVIII, uma transformação econômico-social se inicia, primeiramente na Inglaterra, e nos séculos XIX e XX a industrialização tem inicio também nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Em decorrência disso, o êxodo rural em países desenvolvidos ocorre de forma dispersa e coesa, onde são investidas obras de infraestrutura, saneamento e saúde para a população das novas metrópoles. No entanto, em países subdesenvolvidos como o Brasil, a migração de grandes quantidades de pessoas para os centros urbanos fomentam o contingente de excesso populacional dessas regiões, acarretando na formação de submoradias e comunidades nos interiores da cidade, que sem infraestrutura e planejamento sofrem com a falta de saneamento básico.

Diante disso, a macrocefalia urbana no Brasil se torna cada vez maior, e a população das comunidades são as mais atingidas com a falta de subsídios básicos, como água encanada, coleta de lixo e tratamento de esgoto, que viabilizam a proliferação de doenças e pragas. Vale ressaltar também, a falta de infraestrutura e investimento em educação e saúde nas áreas mais pobres e fragilizadas. Como consequência, a população mais pobre dos centros urbanos, além da falta de saneamento básico, também sofrem com a falta de infraestrutura em direitos sociais como a saúde, educação, moradia e lazer.

Pode-se notar então que o inchaço urbano dificulta a melhora do precário saneamento básico brasileiro. Cabe ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Educação, juntamente com o Governo Federal, por meio de propostas de infraestrutura para as comunidades e a fiscalização dos direitos sociais, promoverem mudanças que sanem as necessidades básicas de todos os cidadãos brasileiros. Somente assim, haverá a melhora na condição de vida de toda a população brasileira.