Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 10/06/2020
A Organização Mundial da Saúde reconhece o saneamento básico como um direito fundamental e que deve ser garantido a todos os cidadãos. Não obstante, esse direito não é usufruído e assegurado a toda população brasileira. Sob esse viés, são evidentes as diferenças socioeconômicas que o país possui, tornando comum ver cenas como as de poluição, desigualdade, entre outras. Dessa forma, buscar medidas que visem melhorar essas condições é necessário, visto que elas prejudicam a sociedade e a nação.
A priori, conforme uma pesquisa feita pelo Instituto Trata Brasil, em 2016, e ao site dessa instituição, 90% dos esgotos de áreas irregulares não são coletados e nem tratados. Isso se deve por causa da grande inacessibilidade que locais mais precários possuem, como esgotos abertos, ladeiras e morros, evidenciando uma taxa de pobreza altíssima. Essas problemáticas dificultam a limpeza dessas áreas, aumentando a poluição urbana e, consequentemente, dificultando a vida social dos cidadãos.
Além disso, más condições de vida pode ocasionar em improdutividade. Esse fator que influencia principalmente no trabalho, pois de acordo com o site EOS, ao ter acesso a rede de esgoto, um trabalhador aumenta sua produtividade em 13,3% e resulta em 3,8% de ganho salarial por diminuição das faltas, atinge diretamente a situação econômica do país, aumentando as taxas de desemprego e desigualdade social, evidenciando a importância do saneamento básico para o bem-estar do povo e para a economia da nação.
Levando em consideração os fatos apresentados, o Poder Público deve buscar medidas que possibilitem o saneamento básico em áreas inacessíveis, buscando investir em instrumentos fáceis e possíveis de locomover, além de fomentar a participação pública nesse processo, com dinâmicas e palestras que conscientizem a população quanto a importância da limpeza urbana, visando melhorar a condição de vida do país e torná-lo um lugar agradável e seguro para viver.