Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 28/06/2020
Saneamento refere-se à distribuição de água potável e tratamento do esgoto humano. Sendo assim, é indispensável para a saúde e bem-estar dos indivíduos, mas no Brasil, a grave falta de investimentos nessa área é responsável pelas más condições de vida e pelos altos índices de doenças.
Segundo o Ministério de Desenvolvimento Regional, apenas 53% de toda população brasileira recebe tratamento de esgoto. O mesmo Ministério apresenta que as periferias são a concentração deste problema. Ou seja, existe um claro descaso em relação aos cuidados com a população periférica, que sofre diariamente por não ter condições melhores de moradia, com grande exposição a doenças, pragas e mau-cheiro.
Apesar de a Constituição de 1988 assinalar o saneamento básico como direito fundamental, o índice de doenças relacionadas à ausência de estrutura sanitária é inquientante. Uma pesquisa feita pelo Instituto Adolfo Lutz mostra que uma em casa três pessoas já se contaminou por toxoplasmose, uma doença diretamente ligada às condições de tratamento de esgoto. Esse dado denuncia todo trabalho não feito das autoridades responsáveis e, novamente, a falta de preocupação com a população mais atingida.
Em síntese, o saneamento básico é um direito primário e essencial à saúde humana, mas que vem sendo negligenciado pelo Estado. É responsabilidade do Ministério da Saúde junto ao Ministério de Desenvolvimento Regional investir na construção de centros de tratamento de esgoto em todo Brasil, além de expandir a infraestrutura de canalização de esgoto na periferia. Com auxílio financeiro de ONGs, que possam também cooperar na manutenção da saúde dos indivíduos moradores dessas áreas de risco com o trabalho de médicos voluntários. Esse seria o primeiro passo para a melhorar a qualidade de vida no Brasil.