Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 05/07/2020
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, na prática, tal garantia é deturbada, visto que o acesso ao saneamento básico não se encontra efetivado na sociedade brasileira. Desse modo, a negligência governamental em consonância com a exclusão social são os principais pilares para esses conflitos.
Em primeiro plano, vale ressaltar a ineficiência do estado como perpetuador do problema. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 48% da população não têm acesso a saneamento básico. Por essa perspectiva, observa-se, que não tem investimento governamental no setor básico, assim muitas pessoas acabam sem ter acesso a saúde e tratamento de qualidade.
Em segundo plano, vale salientar a exclusão da minoria como impulsionador da problemática. Segundo o sociólogo Karl Marx, em sua análise sobre a sociedade, grupos que se encontram em extrema vulnerabilidade social são excluídos e abandonados. Sob essa ótica, pessoas menos favorecidas são marginalizadas e acabam sem acesso nenhum a qualidade básica, pois não conseguem pagar por um setor de higienização privado.
Portanto, medidas são necessárias para resolver tal impasse. Com intuito de mitigar a falta de saneamento, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em construção de redes de saneamento básico, assim as populações teriam condições sanitárias. É mister a mídia abordar a importância da higiene, e mostrar que a saneamento básico é um direito. Somente assim, a Declaração Universal os Direitos Humanos entrará em completo vigor.