Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 08/07/2020
Durante a era medieval europeia, a falta de condições de higiene e saneamento básico foram os maiores causadores da disseminação da peste bubônica, doença que se alastrou pelo continente, matando mais de dois terços da população. Da mesma forma, ainda hoje, no Brasil, a falta de saneamento básico tem contribuído para o alastramento de diversas enfermidades, principalmente nas regiões mais pobres, como Norte e Nordeste do país.
Dessa forma, a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que 15000 brasileiros percam suas vidas anualmente por doenças causadas pela precariedade do serviço de saneamento, além de 350000 internações pelo mesmo motivo. O órgão afirma também que para cada R$1,00 investido em saneamento, são economizados R$4,00 com a saúde, provando que seria a melhor opção para combater a proliferação de doenças e economia de gastos.
Devido sua grande magnitude, o problema é retratado de várias formas para a conscientização populacional. Jeca Tatu, importante personagem da literatura brasileira, confirma o fato, pois é o estereótipo da doença, da miséria e do abandono. Nas obras de Monteiro Lobato, Jeca simboliza a ausência do Estado na vida dos trabalhadores rurais, colocados à margem do sistema e com uma realidade distante da presente nos grandes centros urbanos, com sua política sanitarista, seguindo os padrões europeus. A crítica social feita pelo autor ainda se aplica na atualidade, devido ao precário saneamento que se instaura no Brasil e evidencia outra face da desigualdade.
Logo, percebemos que deve se pensar em uma forma de mudar esse quadro. Para isso, urge que o Ministério da Saúde melhore o sistema de saneamento, como tratamento de esgoto, coleta de lixo, entre outros, por meio de investimento nessa área além de priorizar a implantação de tal sistema nas regiões que mais carecem, diminuindo a taxa de doenças e mortes.