Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 11/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, verifica-se, na contemporaneidade, que tais ideias apresentam-se de maneira oposta aos ideais expostos pelo autor, uma vez que o saneamento básico brasileiro apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Dessarte, percebe-se que a problemática possui raízes profundas na sociedade, não só pela distribuição de maneira desigual por todo o território, que prioriza ruas e bairros com maiores poderes aquisitivos, mas também em função das diversas doenças e da desordem resultante de tal fato.
Mormente, é fulcral destacar que o óbice em questão deve-se muito à baixa atuação do Governo, no que se concerne à elaboração de políticas públicas que visam promover melhorias no saneamento básico, principalmente em regiões mais humildes. Segundo um levantamento realizado pelo Ministério de Desenvolvimento Regional, pouco mais da metade da população brasileira tem acesso à rede de esgoto, deixando claro o descaso do Governo com o bem-estar social. Segundo o pensador Thomas More, o estado é responsável por garantir o contentamento da população, todavia, ao analisar os dados divulgados anteriormente, torna-se notório que isso não ocorre no Brasil. Desse modo, é fundamental que ocorra uma reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, é imperativo pontuar que a problemática gera diversas consequências negativas para a saúde e o bem-estar da sociedade. Tais frutos já foram vistos durante a República Velha, quando o médico Oswaldo Cruz, ao assumir a diretoria Geral de Saúde Pública em 1903, promoveu a campanha de saneamento básico da cidade, com o objetivo de erradicar as doenças como a febre amarela, a peste bubônica e a varíola. Diante de tal contexto, faz-se mister que sejam implantadas medidas políticas públicas que combatam veementemente o imbróglio, promovendo melhorias na raiz e no desenvolvimento do empecilho.
Portanto, são necessárias medidas para mitigar a situação atual. Para tanto, o Governo Federal deve promover a criação de núcleos especializados no saneamento básico por todo o território, isso deve ser feito por meio de verbas governamentais investidas na infraestrutura de instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e destino final dos resíduos a fim de combater esse imbróglio. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em nível mundial, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se e diminuir o percentual de casos e proporcionar consciência coletiva. Assim, o precário saneamento básico brasileiro e o caos resultante desse estorvo sofrerá grandes perdas.