Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 01/08/2020
No obra “A peste”, o autor ALbert Camus, relata a mudança dos habitantes de uma cidade após ela ser atingida por uma doença, transmitida por ratos, que dízima a população. Esse livro, apesar de ser ficcional, se assemelha à realidade brasileira, uma vez que, retrata problemas gerados pela falta de salubridade. Nesse sentido, faz-se necessário analisar as principais causas e os possíveis impactos dessa problemática, afim de promover mudanças no contexto atual.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a negligência do governo é o principal fator que contribui para esse mal. Segundo dados do Instituto Trata Brasil, 48% da população não possui coleta de esgoto e 35 milhões de pessoas não tem acesso à água tratada, o que leva a comunidade a criar meios locais de subsistência, como o uso de poços artesianos ou até mesmo água de córregos. Isso só reforça que o direito universal ao saneamento básico, garantido pela Constituição Federal, não é tangível aos brasileiros.
Além disso, os efeitos gerados por um saneamento deficiente são graves e pontuais. Um deles é o problema de saúde pública, pois a falta de asseamento pode ocasionar inúmeras doenças, como diarreias, causadas por parasitoses, bem como problemas mais graves, como leptospirose, transmitida pela urina do rato. Ademais, o próprio meio ambiente também é afetado, tendo em vista que, a ausência de drenagem urbana pode gerar alagamentos e até inundações. Nesta ótica, é necessário despender esforços para solucionar essa realidade.
Fica claro, portanto, que, apesar de básico, o saneamento é o setor de infraestrutura como maior deficiência no Brasil. Para mudar esse cenário, primeiramente o estado deve realizar planejamento urbano, para que não haja moradias irregulares e inviabilizem obras de saneamento e, assim garantam que a água encanada chegue à todas as residências. Além disso, os municípios devem elaborar um plano municipal sobres serviços de água, esgoto, lixo e drenagem urbana para que todas as pessoas da cidade tenham esses serviços básicos garantidos. Não obstante, o governo federal deve fiscalizar as verbas destinadas às obras de saneamento básico, para que não haja desvios indevidos e assim possam atender as reais necessidades da sociedade. Por fim, o próprio individuo deve zelar pelo meio em que vive, deve despejar o lixo no lugar correto, afim de manter a sua saúde e evitar desastres ambientais. Só assim terá sua dignidade humana básica garantida.