Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 01/08/2020

‘‘No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.’’ O famoso trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade trata-se de uma metáfora para obstáculos. Analogamente a essa citação, a questão dos desafios para melhorar o precário saneamento básico ainda é um desafio para o Brasil. Nesse sentido, percebe-se a configuração de um grave problema devido à falta de debates e pela negligência estatal.

Em primeira análise, nota-se a insuficiência de discussões como um empecilho. Dessa maneira, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Nessa perspectiva, percebemos que parte da população, onde tem acesso ao precário saneamento básico, não tem conhecimento sobre e de como exigir que seus direitos sejam garantidos. Dessa forma, seria necessário que meios de comunicação mostrassem as condições enfrentadas pela sociedade e informasse que caminho se deve tomar para reverter essa situação e assim criar um debate maior nos indivíduos sobre o assunto.

Além disso, outra causa latente é a falta de responsabilidade governamental. De acordo com as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violência do ‘‘Contrato Social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos imprescindíveis, como o melhor acesso ao saneamento básico, o que é evidente no país. Desse modo, essa ineficiência do poder público contribui massivamente para o descaso com a coletividade. Assim, se torna claro que essa questão favorece a permanência da problemática no Brasil.

É evidente, portanto, que diante dos aspectos relacionados aos desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro, medidas precisam ser tomadas. Cabe ao Governo Federal, por meio de verbas governamentais, organizar melhor os impostos recebidos para implementar esse direito básico para toda a população que não tem acesso, eles podem fazer isso com o abastecimento de água potável e rede de esgotos. Para que assim, essa parte da sociedade passe a usufruir de direitos básicos.