Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 03/08/2020

O filme “Saneamento básico” retrata a vida exaustiva dos moradores de uma vila, localizada na Serra Gaúcha, os quais se reúnem, visando à construção de uma fossa, a fim de tratar a água do esgoto. Entretanto, apesar de reconhecer a necessidade da obra, a prefeitura informa não ter condições financeiras para realizá-la. A obra cinematográfica reproduz o cenário vivido no Brasil, pois não há a democratização do acesso ao saneamento básico, uma vez que o Estado, como agente promotor de saúde e qualidade de vida, encontra desafios para sanear todo o território nacional. Tal situação é vivida devido à falta de interesse de muitos governantes em aprimorar o setor sanitário e à escassez de profissionais especializados para realizarem bons projetos.

Em primeiro lugar, a ONU prevê, por meio da Declaração dos Direitos Humanos, a garantia de água tratada, o esgotamento sanitário e a limpeza urbana a toda a população. Contudo, essa exigência em muitos locais, se pauta apenas na teoria, pois diversos governantes brasileiros não manifestam interesse em melhorar a rede sanitária do País. Nesse sentido, de acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), 45% dos esgotos nacionais não recebem tratamento, ou seja, a matéria orgânica desses resíduos não é retirada como deveria e acaba sendo lançada nos rios, nos mares e nos lagos, ocasionando, por conseguinte, a contaminação da natureza. Portanto, o Brasil investe muito menos do que deveria para atingir a universalização do saneamento, porque, geralmente, prefere priorizar outros setores que acarretam mais lucros como a construção civil. Todavia, melhorar o saneamento básico no Brasil eleva a qualidade de vida das pessoas, diminui a disseminação de doenças e aumenta o IDH do País.

Além disso, a escassez de profissionais especializados na área sanitária voltada aos meios habitacionais prejudica a melhoria desse setor. A baixa qualidade técnica e os erros frequentes são fatores que explicam o atraso das obras, pois, em muitos casos, esses estudos não levam em consideração a estrutura dos solos, o quanto as cidades irão crescer ou os índices pluviométricos. Portanto, sem uma base profissional, não há como ter uma boa estrutura sanitária, já que ela será feita de forma errada ou nem chegará a ser executada.

Destarte, fica claro que o Brasil enfrenta desafios para melhoras o precário saneamento básico. Logo, é preciso que o Governo Federal priorize as obras desse setor. Isso ocorrerá por meio da retomada ou do início da construção de dutos, canais e barragem em todo o território nacional, priorizando o consumo humano. Tais serviços auxiliarão na decomposição e no descartes correto dos resíduos,a fim de reduzir a poluição ambiental e a disseminação de doenças.