Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 17/08/2020
“O cortiço”, uma obra literária escrita por Aluísio Azevedo, em que retrata a história de ex - escravos e operários no Brasil no século XIX. Nesse sentido, como uma forma de crítica social, a narrativa ilustra a situação de vida precária dos moradores de classe média baixa e marginais. Não fora da ficção, a falta de saneamento básico nas regiões periféricas é evidente, há uma omissão governamental a democratização do acesso as condições básicas de moradia. Assim, cabe a análise de causas, consequências e se possível solução da problemática.
Em primeiro lugar, observa - se que, 26,5% da população brasileira ocupa a camada social de indivíduos com baixa renda, mostra o site BBC News. Por conseguinte, as habitações que são feitas em regiões polarizadas é resultado da urbanização rápida e desordenada da sociedade indigente, no qual buscam melhores condições de vida, mas ao se instalar nestes locais, o não planejamento urbano do governo para com essas pessoas faz com que as redes de saneamento não tenha alcance de grande extensão para todos.
Outroassim, como dizia Hannah Arendt, filosofa alemã influente, “A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direito”. Logo, a democracia proclamada no país não é eficaz, visto que ao se tratar das condições básicas do bem - estar humano é escolhido por localidades e classes. Em suma, o benefício social não está sendo designado igualmente, pois quem não tem obtenção destes cuidados, tem maior probabilidade de se contaminar com doenças de esgoto a céu aberto e água não tratada.
É imprescindível, portanto, alternativas para solucionar a falta de saneamento. O Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Saúde, deveriam realizar campanhas de saneamento focadas nas áreas polares das cidades, com limpezas dos terrenos existentes para esgoto ao ar livre e canais de tratamento de água, por meio de investimento de verbas públicas, pois são quantias determinadas para serem gastas com a sociedade, para que assim haja uma democratização de qualidade de vida no país, fortalecendo os direitos dados ao povo e diminua a desigualdade para com essas pessoas. Somente, assim o Brasil estará em uma política de cidadania valorizada.