Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 05/08/2020
No período denominado pelos historiadores como Idade Média, as cidades europeias não possuíam um sistema de saneamento básico. Diante disso, a população dessa época, além de não ter acesso à água tratada, eliminava seus excrementos e outros resíduos nas ruas que, consequentemente, resultava no aumento de doenças.No contexto atual do Brasil, séculos após esse tempo, pode-se observar que boa parte das pessoas ainda sofrem com essa problemática, pois mesmo dispondo de recursos para sua melhoria, ainda encontra-se em um estado precário em muitas regiões do país.Nesse sentido, a ausência de progresso na resolução dessa situação pode ser causada, principalmente, pelo processo de urbanização desorganizado e pela negligência do Estado.
Em primeira análise, levando em conta a história econômica do país, houve um processo de industrialização maior em determinadas regiões, como por exemplo o Sudeste. Esses fatores fizeram com que muitos brasileiros migrassem para esses locais, em busca de trabalho e maior qualidade de vida. Todavia, a disponibilização de serviços básicos não foi efetivada para essas pessoas, pois dados de estudo realizado pelo Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) revelam que em 2018 apenas 53,2% da população brasileira teve acesso à rede de esgoto.
Em segunda análise, a Constituição vigente prevê que todos os indivíduos devem ter acesso à saúde e qualidade de vida. Entretanto, segundo a Biologia, o contato com lixo, esgoto e água suja podem ter como consequência o aparecimento de diversas doenças, como por exemplo amebíase - causada pela ingestão de água não tratada. Por conta disso, é inaceitável que quase metade dos brasileiros tenham que viver assim, já que se tornou também uma questão de saúde pública.Pode-se observar, assim, que não há interesse no assunto por parte dos governantes, posto que ainda persiste apesar do aumento de tecnologias que facilitam a criação de esgotos e tratamento de água.Nessa perspectiva, o Estado não pode silenciar, sem investir em saneamento básico para a população afetada.
Dado o exposto, concluí-se que a resolução do problema de saneamento básico no Brasil é de extrema relevância e deve ser tratado com prioridade.Sendo assim, faz-se necessário que o Governo Federal aliado ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizem pesquisas sobre saneamento básico no país, por meio de visitas domiciliares, para ter conhecimento da situação. Baseado nessas informações, ocorrer a criação de redes de esgoto e tratamento de água inicialmente nas regiões de maior precariedade, a fim de evitar problemas de saúde e aumentar a qualidade de vida dessas pessoas. Espera-se assim, aumentar gradativamente o índice de acesso a esses serviços, para se cumprir o que diz a Constituição e que os dados do SNIS não se repitam.