Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 05/08/2020
No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição. Todavia, dados do Sistema Nacional de informação sobre Saneamento (SNIS) até 2017, mostram que apenas 48% da população possui coleta de esgoto e que 35 milhões de brasileiros não tem acesso a água tratada. Sob esse aspecto convém analisarmos os principais males deixados por esse problema que perdura por décadas principalmente nas regiões periféricas do país.
Inicialmente podemos destacar que a falta de saneamento básico deixa os moradores mais vulneráveis a doenças comuns em áreas onde essa infraestrutura inexiste ou é precária. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 289 mil pessoas foram internadas no ano de 2017, por diarréia e doenças da falta de saneamento. É inadmissível que em um país promungador da Constituição Brasileira, grande parte da população não desfrute de tal direito por ela estabelecido, e sofra as consequências da falta do mesmo.
Ademais, o grande número de internações por doenças da ausência de saneamento cumina em gastos altíssimos ao sistema de saúde. Segundo o Presidente do Instituto Trata Brasil, em 2017, o prejuízo chegou a R$11 bilhões. É preocupante que em século marcado por avanços das engenharias e da ciência, o Brasil ainda possua indicadores de saneamento de uma sociedade de séculos anteriores. Portanto, são necessárias medidas capazes de solucionar a problemática da falta de saneamento básico nas regiões periféricas do país, e transformar o legado deixado para as futuras gerações.
Para tanto, cabe à população buscar e exigir seus direitos, através da realização de reuniões de moradores com a finalidade de enumerar os problemas de saneamento local e propor soluções junto ao órgão responsável, a prefeitura, que por sua vez deve buscar recursos junto ao Governo Estadual, e Federal.