Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 06/08/2020
Problemas sanitários assolam o mundo há muito tempo, por exemplo, a peste negra que surgiu de um descuido governamental e populacional e acabou reduzindo a população mundial em mais de 100 milhões de pessoas. No Brasil, a situação não é tão diferente já que as medidas tomadas pelo alto escalão são inconsistentes. Nesse contexto, os desafios que afetam diretamente a melhora do saneamento básico são: a ingovernabilidade do Estado e a comodidade da população.
Em primeira análise, tem-se que a burocratização impede e retarda diversas práticas políticas que são necessárias a curto prazo. Assim, Francis Bacon, filósofo utopista, abordava a tese da cidade perfeita, que seria constituída sem políticos pois a ciência era a única que traria benefícios práticos à sociedade. Dessa forma, fica nítido que a presença insubstituível de políticos adia o progresso da sociedade contemporânea de maneira nociva.
Em segunda análise, pode-se alegar que as correntes democráticas estão sendo banalizadas pela população que não reivindica seus direitos fora do período eleitoral. Esse fato é análogo à primeira lei de newton, que estuda o estado de inércia, em que um corpo em repouso tende a permanecer assim até que uma força atue sobre ele. Desse modo, é perceptível a necessidade de um agente externo que mova a sociedade para um ponto de consciência da situação que está inserido.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade do Poder Legislativo colocar em prática toda a teoria proposta pela Lei n° 11.445, por meio de planos sanitários eficazes e baseados na realidade que solucionem o problema o mais rápido possível, visto que é uma urgência nacional, como forma de demonstrar apoio à parte da sociedade que é desfavorecida. Espera-se, com isso, uma maior equidade no sistema responsável por essas medidas e, assim, uma maior igualdade de direitos entre as classes sociais.