Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 14/09/2020
A população brasileira é composta por 210 milhões de habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por certo, garantir saneamento básico para todos os cidadãos é um desafio enfrentado pelo governo, visto que as redes de esgoto do país não atendem todas as casas e a extrema pobreza ainda persiste na população.
A princípio nove milhões de domicílios brasileiros não estão conectados às redes de esgoto, segundo o IBGE. Tal informação ilustra a deficiência do governo brasileiro em garantir o saneamento básico aos cidadãos, no entanto assegurar esse tipo de infraestrutura é um dos princípios da Constituição Federal de 1988, pois um sistema apropriado de esgoto preserva a saúde dos seres humanos, principalmente de crianças, que possuem um sistema imunológico mais frágil. Desse modo, observa-se que a falta de saneamento básico provoca o aparecimento de doenças, como a cólera e a hepatite A.
Além disso, 13 milhões de brasileiros vivem na extrema pobreza, conforme dados do IBGE. Essa parcela da população depende exclusivamente dos serviços governamentais para ter acesso às redes de esgoto devido aos seus problemas econômicos. Sendo assim, tal situação enfatiza a desigualdade social presente no país e demonstra a perpetuação da crise de saneamento básico, principalmente entre os mais pobres, que não possuem renda financeira para promover o correto descarte dos seus dejetos.
Dessa forma, é possível analisar que os fatores de cunho econômico são os principais empecilhos para a construção de uma adequada estrutura de saneamento básico no Brasil. Portanto, é necessário que o ministério da econômica realize acordos econômicos com o BNDES, por meio de empréstimos, para que as prefeituras brasileiras possam realizar a construção de redes de esgoto nas áreas mais deficientes. Logo, o acesso ao saneamento será democratizado.